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CONSIC/FIESP discute a retomada da indústria da construção

Mais de 65 líderes da construção civil participaram do evento. Os assuntos abordados foram: os desafios e oportunidades colocados perante o setor produtivo e a construção como o setor prioritário.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do CONSIC, vice-presidente da FIESP e presidente dos conselhos deliberativos do Sinaprocim/Sinprocim, ao dar início aos trabalhos, na reunião conjunta do Conselho Superior da Indústria da Construção (CONSIC) e do Departamento da Indústria da Construção (DECONCIC), que ocorreu no dia 30 de julho, na sede da Fiesp (SP), comentou: “A cadeia produtiva da construção, com sua força motriz, pode ajudar na retomada da economia e do emprego”.

Com a presença de mais de 65 líderes do setor da construção, a reunião trabalhou em cima dos desafios e oportunidades colocados perante o setor produtivo e apontaram a construção civil como o setor prioritário nos esforços para a recuperação da economia. “A construção é o primeiro setor a responder ao desemprego”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da FIESP.

“Fala-se muito em reforma, mas nenhuma reforma vai parar em pé se continuarmos com o número de desempregados que temos hoje no Brasil”, disse Roriz. “Recuperar a força que já teve a construção civil é um caminho para a retomada do emprego”.

Roriz, explicou que haverá conversas com as equipes dos candidatos à presidência para discutir temas de relevância para a indústria, como o emprego, por exemplo. Também estão sendo feitos contatos para visitas dos presidenciáveis à Fiesp.

Já Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Deconcic, apontou que, para cada R$ 1 milhão de investimentos na área habitacional e em edificações comerciais são gerados 5,309 empregos diretos na construção civil e 8,039 empregos na cadeia produtiva da construção.

Palestrante convidado do encontro, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, lembrou que, “se o PIB nacional crescer 2%, o da construção cresce 4%”. “Se a economia recuar 2%, recuaremos 4%”, disse. “Se país não oferecer segurança para incentivar o investimento, a economia não vai crescer”.

“No que se refere à Infraestrutura, para manter o que já existe seria preciso investir 3% do PIB e 5% para ter algum crescimento”, explicou. “Investimos 1,4% apenas recentemente”. Outro ponto colocado por Martins foi o fim da contribuição sindical compulsória. “Isso mexeu muito com o setor, mas aproximou as empresas”, disse. “Precisamos criar uma grande rede que trabalhe em conjunto”, explicou. “A gente precisa de representação política, comunicação e mobilização”.

Outro convidado da manhã, o vice-presidente interino de Habitação da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes de Siqueira, apresentou um panorama do setor no Brasil. E explicou que a habitação também sofre os efeitos da crise econômica.

De acordo com Siqueira, várias medidas foram adotadas para incentivar o crédito, como a redução dos juros e o aumento da cota de financiamento. Ele lembrou que o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida já entregou mais de 5 milhões de moradias. Segundo ele, a Caixa “está aberta a debater reflexões que terão impacto na próxima década”.

“Queremos ajudar o estado brasileiro com a nossa consultoria em habitação”, explicou. “Não é só dinheiro que está em jogo, precisamos olhar as carências”, disse. “Queremos ser parceiros do estado brasileiro, da Fiesp, da CBIC”.

Fonte: Aec Web